InícioEntretenimentoQuatro previsões do cinema sobre apocalipses causados pela Inteligência Artificial

Quatro previsões do cinema sobre apocalipses causados pela Inteligência Artificial

Nesta semana, o pesquisador Jacob Coxon deixou sua função na empresa Anthropic e alertou ao mundo que as pessoas por trás da tecnologia “acreditam genuinamente que ela pode matar todos nós até o fim da década”. Segundo ele, uma “super-inteligência auto-aprimorada” é iminente e as consequências podem ser catastróficas, pânico que a ficção científica já instiga há décadas. Relembre quatro filmes do gênero cujas especulações se mostram assustadoramente plausíveis — ou já são realidade:

Matrix (1999)

A saga de ficção científica criada pelas irmãs Wachowski foi pioneira em muitos sentidos, mas principalmente em sua sugestão de que a tecnologia teria o potencial de isolar seus usuários em uma espécie de caverna de Platão voluntária, dentro da qual humanos só entram em contato com projeções da realidade idealizadas pela IA, em vez de circunstâncias materiais. Conforme cada vez mais pessoas se vêm dependentes das ferramentas de Inteligência Artificial generativa, é fácil tecer paralelos entre ficção e realidade.

Ela (2013)

Continua após a publicidade

Você já desabafou para o ChatGPT, ou perguntou para o Grok como ele te definiria? Se não, pode ter a certeza que milhares de usuários já adotaram tais comportamentos e tratam a ferramenta como ente próximo e confidente. Em Ela (Her, no original), o escritor Theodore (Joaquin Phoenix) volta toda sua devoção à uma assistente virtual depois de um término avassalador com uma humana. Alerta de spoiler: ao fim, porém, a tecnologia se cansa da dependência emocional dos seres de carne e osso e retrai para um campo absolutamente imaterial e inacessível às pessoas. Ainda veremos se este dia chegará de fato.

O Mundo Depois de Nós (2023)

As razões para o caos por trás desta distopia são mantidas em aberto, mas a insinuação mais forte do longa é a de que uma invasão hacker de proporções gigantescas afeta todo o sistema de comunicação, orientação e eletricidade do planeta. O evento seria catastrófico por razões diversas — a começar por toda a estrutura do capitalismo, o funcionamento da bolsa de valores e dos bancos. Aviões, barcos e carros inteligentes perderiam o rumo, causando acidentes. A segurança em geral se tornaria inexistente. “Algumas pessoas haviam começado a perceber que tinham uma fé ingênua no sistema. Outras tentavam realizar a manutenção do sistema (…). O líder do mundo livre estava isolado na Casa Branca, mas ninguém ligava para ele”, diz um trecho do livro.

Continua após a publicidade

Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra (2025)

Esta divertidíssima aventura dirigida por Gore Verbinski mostra um viajante temporal (Sam Rockwell) determinado a reunir a trupe certa para impedir que uma inteligência artificial poderosíssima destrua a sociedade como ela é. A partir disso, o longa assume fórmula episódica para contextualizar cada um de seus guerreiros. Os professores Mark (Michael Peña) e Janet (Zazie Beetz), por exemplo, devem enfrentar uma horda de alunos lobotomizados por seus aparelhos celulares, enquanto a mãe Susan (Juno Temple) perde o próprio filho em um tiroteio e é procurada por uma empresa que oferece substituí-lo com um modelo de IA — exagero plausível no mundo mediado por telas e presenças digitais.

Acompanhe notícias e dicas culturais nos blogs a seguir:

  • Tela Plana para novidades da TV e do streaming
  • O Som e a Fúria sobre artistas e lançamentos musicais
  • Em Cartaz traz dicas de filmes no cinema e no streaming
  • Livros para notícias sobre literatura e mercado editorial

Veja a matéria completa aqui!

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -spot_img

Mais Vistas