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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 28, que o país vai vencer a guerra contra o Irã “de um jeito ou de outro”. A declaração foi feita depois que o republicano confirmou que a equipe de negociações americana havia conversado com autoridades iranianas por meio de mediadores.
“Nós vamos vencer”, disse ele. “No que me diz respeito, será de um jeito ou de outro. Vai acontecer… vai ser bem rápido”, complementou o ocupante do Salão Oval.
O aparente retorno ao diálogo ocorre apesar do mandatário americano ter rejeitado a mais recente proposta de cessar-fogo de Teerã. O Irã, por sua vez, negou nesta segunda que voltaria a negociar com Washington sobre o fim da guerra.
Retomada das negociações
Mais cedo, a agência de notícias Reuters afirmou que mediadores do Catar estariam se preparando para reuniões separadas com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, em Nova York, e com representantes americanos. O ponto de partida das conversas seria uma versão modificada de uma proposta de ação apresentada por Teerã na semana passada, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.
A agência de notícias iraniana ISNA informou que o chanceler do país poderia se encontrar com mediadores ainda nesta segunda para “examinar as propostas e opiniões mais recentes sobre a situação atual”, minimizando a significância das tratativas. Até o momento, não há informações sobre quem teria representado o governo dos Estados Unidos nas conversas.
Sem comentar sobre o encontro, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse à mídia estatal que a estadia de Araqchi em Nova York não havia sido prorrogada e que o ministro retornaria a Teerã conforme o cronograma original.
O que está sobre a mesa
A mais recente proposta do regime dos aiatolás para reiniciar as tratativas contém exigências como o fim das hostilidades no Irã e no Líbano, o desbloqueio de bilhões de dólares em ativos da república islâmica, a suspensão das sanções americanas sobre o petróleo do país e o fim do bloqueio dos portos iranianos. Em contrapartida, Teerã se comprometeria a reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações sobre seu programa nuclear.
O plano foi apresentado por Teerã como um roteiro de sete dias para interromper os combates e destravar as negociações. O Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo comercializado no planeta, é um dos principais pontos de tensão do conflito. O governo iraniano afirma que a reabertura da passagem depende do cumprimento das condições estabelecidas na proposta.
Trump rejeitou proposta iraniana
Trump afirmou no sábado 26 que havia rejeitado a proposta iraniana, argumentando que a nação persa estaria sob forte pressão econômica e buscando um acordo rápido. No domingo, em entrevista ao ao portal de notícias Axios, porém, o ocupante do Salão Oval declarou esperar que os negociadores americanos voltassem a conversar com representantes iranianos nesta semana.
Araqchi, enquanto isso, afirmou no domingo que os mediadores ainda não haviam comunicado formalmente a Teerã uma rejeição americana. O chanceler disse que o governo iraniano aguardava uma posição definitiva de Washington antes de decidir os próximos passos. “Nossas condições são claras, e qualquer movimento em direção à reabertura do Estreito de Ormuz está condicionado ao cumprimento dessas condições”, afirmou.
Segundo Araqchi, apenas uma solução negociada pode resolver o impasse. A retomada dos contatos ocorre depois de Trump rejeitar publicamente o plano iraniano, mas também sinalizar disposição para novas conversas, mantendo aberta a possibilidade de uma saída diplomática para o conflito.


