O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira, 28, que acredita que o suposto plano de atentado contra a base aérea RAF Fairford, localizada no oeste da Inglaterra e utilizada com frequência pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, “claramente envolveu a atuação de um agente estrangeiro”.
Sem fornecer detalhes para embasar sua afirmação, Rubio ressaltou que se tratava de um assunto sério e agradeceu às autoridades do Reino Unido por terem sido “prestativas”, acrescentando que novas informações seriam divulgadas nos próximos dias.
No domingo, cinco homens foram presos sob suspeita de crimes com explosivos e terrorismo após uma grande operação policial nas proximidades da RAF Fairford. Os suspeitos foram libertados sob fiança enquanto as investigações continuam, informou a polícia de contraterrorismo britânica.
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Os homens, todos cidadãos do Reino Unido com idades entre 23 e 25 anos e moradores de Londres, foram detidos depois que três vans consideradas suspeitas foram vistas seguindo em direção à base durante a madrugada de domingo. Agentes armados abordaram os veículos nas proximidades da vila de Whelford e encontraram materiais que, segundo informações obtidas pelo jornal britânico The Guardian, apresentavam características compatíveis com dispositivos explosivos improvisados.
Moradores de 85 residências próximas ao local foram retirados de suas casas e um perímetro de 400 metros foi isolado enquanto robôs do esquadrão antibombas examinavam as vans. A segurança também foi reforçada em outras instalações militares utilizadas por americanos no Reino Unido.
A RAF Fairford, em Gloucestershire, há décadas ampara operações das Forças Armadas dos Estados Unidos e serviu recentemente como ponto de apoio para operações militares americanas contra o Irã.
Suspeita de ligação com Irã
A polícia de contraterrorismo do Reino Unido investiga se o Irã está por trás do suposto plano de ataque contra a RAF Fairford. Uma fonte familiarizada com a investigação afirmou à agência de notícias Reuters que uma motivação ligada a Teerã é considerada uma das principais hipóteses, embora outras possibilidades, como uma operação de sabotagem associada à Rússia ou uma trama islâmica, também estejam sendo examinadas.
“Sabemos que o Irã e seus representantes desejam nos prejudicar. Sabemos que eles odeiam nossa democracia, e sabemos que regularmente temos que frustrar as tentativas iranianas de ameaçar nossos interesses ou, de fato, nossos aliados”, disse o ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, à BBC.
A embaixada do Irã em Londres, no entanto, declarou que “rejeita categoricamente e condena veementemente as recentes especulações infundadas e maliciosas” sobre seu envolvimento na trama, as quais, segundo a embaixada, alimentariam a “propaganda de iranofobia” na Grã-Bretanha.
A RAF Fairford ganhou importância estratégica desde que o governo britânico autorizou, em março, os Estados Unidos a utilizar a instalação para “operações defensivas específicas dirigidas contra o Irã”. Em julho, a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, advertiu que instalações usadas para ataques contra o país poderiam ser consideradas alvos legítimos.
Questionado sobre os suspeitos, por conta da presença de militares americanos no local, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “sabe tudo sobre eles e que muito em breve haverá notícias a respeito”. No domingo, o republicano já havia declarado que os homens detidos pretendiam provocar “grandes danos” na base.


