Conhecido como “Valentine’s Day“, 14 de fevereiro representa o dia do amor nos Estados Unidos. E foi justamente nessa data que nasceu Valentiine, uma cadela da raça american bully cheia de amor.
A cadela foi adotada ainda filhote por Sunaura, de 17 anos, e hoje acompanha a tutora em todos os momentos, inclusive nas internações hospitalares.
A jovem, que mora na Flórida, Estados Unidos, convive com crises convulsivas. Como a irmã dela, Lilyanna Quinn, é treinadora profissional, elas decidiram transformar Valentiine em um cão de assistência.
A ideia inicial era preparar Valentiine para auxiliar em tarefas relacionadas à mobilidade. Agora, a família está dando um novo passo no treinamento.
A cadela está aprendendo a identificar sinais associados às crises convulsivas e a alertar Sunaura quando perceber que algo pode estar acontecendo.
Em uma publicação recente, Valentiine acompanha a tutora durante uma passagem pelo hospital. Em diferentes momentos, ela aparece ao lado de Sunaura, sempre com a atenção voltada para ela.
A publicação alcançou mais de 15,4 milhões de visualizações e 1,6 milhão de curtidas.
De acordo com o American Kennel Club (AKC), um cão de serviço é um animal treinado individualmente para ajudar uma pessoa com deficiência ou alguma condição de saúde.
Dependendo das necessidades da pessoa, os cães podem realizar tarefas específicas do dia a dia e ajudar em situações ligadas a condições de saúde.
No caso de Valentiine, a proposta é que a cadela aprenda a perceber sinais associados às crises e, a partir deles, apresente um comportamento treinado para chamar a atenção da tutora ou oferecer assistência.
Outro cão que acompanha a tutora durante as crises
Em 2024, um pastor australiano chamado Echo, que vive com Jaime Simpson, nos Estados Unidos, chamou atenção por uma situação registrada dentro de casa.
O cão foi treinado para reconhecer sinais associados às crises de epilepsia da tutora e realizar tarefas que a ajudam quando ela precisa de assistência.
Em uma das ocorrências, uma câmera de segurança registrou o momento em que Jaime começou a ter uma convulsão. Echo percebeu a situação e buscou a medicação preventiva da tutora.
Quando conseguiu levar o medicamento até ela, porém, a crise já havia começado. O cão permaneceu ao lado de Jaime, oferecendo apoio durante toda a convulsão.
Jaime contou que Echo é importante para sua segurança e independência, principalmente quando está sozinha ou em locais públicos. Ela também explicou que ter o cão treinado ao seu lado trouxe mais autonomia.
Depois de assistir à gravação do episódio, Jaime se emocionou ao perceber o comportamento de Echo durante a crise.
Ela contou que ficou orgulhosa ao ver o cão fazendo aquilo para o qual havia sido treinado, mesmo enquanto demonstrava preocupação com o que estava acontecendo com ela.
O episódio também revelou um hábito curioso do cão.
Em determinado momento, pessoas que assistiram às imagens perceberam que Echo estava descansando em cima da geladeira e começaram a perguntar por que ele havia escolhido aquele lugar.
Jaime contou que o cão não costuma subir no sofá. Existe uma regra estabelecida entre os dois, mas ela também ensinou ao cão uma chamada “desobediência inteligente” para determinadas tarefas.
Isso significa que Echo pode quebrar uma regra quando entende, de acordo com o treinamento, que precisa fazer isso para proteger a tutora.
Assim, se normalmente não pode subir no sofá, mas decide fazê-lo em uma situação específica, Jaime entende que o comportamento pode estar relacionado a uma necessidade de segurança.
A estratégia faz com que comportamentos fora da rotina ganhem significado para a tutora.
Em vez de simplesmente interpretar uma atitude diferente como desobediência, Jaime sabe que Echo pode estar tentando comunicar que percebeu algum sinal de emergência.
Por isso, quando o cão quer apenas descansar, ele escolhe a geladeira.


