“Eu realmente parei de tocar ao vivo, mas não vim no Brasil [com a turnê de despedida] por causa da covid-19. Quando perguntaram se eu queria vir pro Rock in eu disse sim pra agradecer novamente pelo amor que vocês tem pela minha carreira. Obrigado Brasil por ser parte da minha vida.”

O clima de reencontros e despedidas também esteve presente antes com Gilberto Gil. Aos 84 anos, ele relembrou quando esteve na edição de 1985.
“Estive aqui no primeiro, era aqui ao lado. Talvez quem sabe esse seja o último, vamos ver, tenho que descansar um pouco”, disse o cantor, que vinha apresentando sua turnê de despedida, “Tempo Rei”.
No festival, porém, Gil apresentou um repertório diferente. Abriu com canções que versam sobre a tecnologia, com “Cérebro Eletrônico” e “Pela Internet”, e já emendou os hits “Andar com Fé” e “Toda Menina Baiana” logo no começo. Ao lado do produtor Liminha, ainda tocou “Vamos Fugir”, e homenageou Rita Lee com “Ovelha Negra”.
Gil também foi um dos artistas que melhor aproveitou o novo telão do Palco Mundo. As projeções acompanharam a apresentação e ampliaram visualmente um repertório vasto e já coroado na música. Gil, com muita energia, regeu a plateia e não abriu mão de riffs e solos na guitarra.


