Josias disse que Tebet fez “uma tabelinha” com Marina Silva (Rede) e que as duas evitaram uma “armadilha comum” montada pelos candidatos mais à direita. Para ele, o objetivo era associá-las ao rótulo de “petistas” ou “lulistas” para disputar votos com elas.
Os três candidatos à direita, o Guilherme Derrite, o Ricardo Salles e o André do Prado, eles passaram o debate todo tentando grudar na Simone Tebet e na Marina Silva o rótulo de petistas, lulistas. Mas as duas se saíram dessa armadilha, declararam o apoio ao Lula, ressuscitaram aquele fator democrático de 2022, mas não se comprometeram com erros do passado do PT.
Josias de Souza
Na avaliação do colunista, Tebet também se beneficiou da disputa no campo conservador, onde ele viu uma “aliança tácita” entre Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo). Nesse cenário, André do Prado ficou isolado.
Houve na parte entre os conservadores, estabeleceu-se também uma aliança tácita, não declarada, entre o Guilherme Derrite e o Ricardo Salles. O Ricardo Salles virou um franco atirador, ataca ao mesmo tempo o André do Prado e poupa o Guilherme Derrite.
Josias de Souza
Josias avaliou ainda que o debate tende a ter impacto nas redes sociais, com a circulação de recortes favoráveis a cada candidatura, além do alcance do próprio UOL e das plataformas onde foi transmitido.
Esse debate, evidentemente, vai resultar em recorte. Cada candidato vai aproveitar os trechos que lhe pareçam mais favoráveis para difundir as suas pretensões nas redes sociais e isso terá um efeito.
Josias de Souza


