A USP (Universidade de São Paulo) ficou pelo segundo ano consecutivo na segunda posição entre as melhores universidades da América Latina e Caribe, segundo o ranking QS (Quacquarelli Symonds) 2027, divulgado nesta quinta-feira (1º).
A instituição paulista ficou atrás da Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC), que manteve a liderança. O ranking difere de outro divulgado na véspera, o THE (Times Higher Education) 2027, que apontou a USP como a melhor entre as instituições da América Latina. Nessa lista, a universidade aparece empatada na 141ª posição com a australiana Adelaide University, após ter ficado na faixa entre 201º e 250º lugar na edição anterior. A do Chile está na faixa de 451º-500º.
No ranking QS, a USP integra o grupo de quatro universidades brasileiras entre as dez primeiras da região. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) está em terceiro lugar. A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) aparece em quinto e a Unesp (Universidade Estadual Paulista), em sexto. Ao todo, o Brasil tem 12 instituições entre as 50 primeiras colocadas.
Segundo avaliação da QS, o desempenho brasileiro é sustentado pela pesquisa. As universidades do país lideram a região em quatro dos oito indicadores considerados.
A USP aparece na primeira colocação em três dos oito indicadores. A instituição paulista é a primeira em artigos por docente, impacto na web e rede internacional de pesquisa. A universidade também ocupa a quarta posição em reputação acadêmica e a sétima em reputação entre empregadores.
No indicador de artigos por docente, as quatro primeiras universidades da América Latina e do Caribe são brasileiras. Depois da USP, aparecem Unicamp, Unesp e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).
Já em rede internacional de pesquisa, USP, Unicamp, UFRJ, UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Unesp estão entre as dez primeiras.
Em comunicado, o vice-presidente sênior da QS, Ben Sowter, ressalta o desempenho das universidades brasileiras em pesquisa, mas aponta uma queda no prestígio das instituições no mercado de trabalho.
“A reputação entre empregadores continua sendo um desafio, com pontuações em declínio em 79% das instituições classificadas este ano, mais do que em qualquer outro indicador. Isso aponta para uma lacuna de percepção cada vez maior, que pode refletir até que ponto os graduados brasileiros são vistos como capazes de atender às demandas práticas dos empregadores”, afirma Sowter.
Além das quatro brasileiras entre as dez primeiras, o grupo reúne universidades do Chile, México, Colômbia e Argentina.
O ranking QS reúne 517 universidades de 27 países da América Latina e Caribe. O Brasil é o principal representante da região, com 137 instituições classificadas, quase o dobro da Colômbia, que tem 70, e do México, com 69. Das brasileiras, 50 caíram de posição em relação à edição anterior, 24 subiram, 56 ficaram estáveis e sete entraram pela primeira vez na lista.
As diferenças entre os rankings
Na quarta-feira (30), outro ranking, o THE, divulgou um resultado diferente do QS. O levantamento apontou a USP entre as 200 melhores universidades do mundo e na liderança da América Latina. A diferença entre os resultados está nos critérios adotados por cada indicador.
Enquanto o QS atribui maior peso à reputação acadêmica e à percepção dos empregadores, o THE considera um conjunto mais amplo de fatores, como ensino, pesquisa, citações científicas e internacionalização.
Produzidos por entidades britânicas, o THE e o QS estão entre os principais rankings internacionais de avaliação de universidades. Embora tenham o objetivo de medir o desempenho das instituições, os indicadores utilizados e o peso dado a cada um deles variam.
No caso do THE, as instituições são avaliadas em áreas como: ensino (ambiente de aprendizagem), ambiente de pesquisa (volume, renda e reputação), qualidade da pesquisa (impacto da citação, força da pesquisa, excelência da pesquisa e influência da pesquisa), perspectiva internacional (equipe, alunos e pesquisa) e indústria (renda e patentes).
Já o QS considera, entre seus principais critérios, a reputação acadêmica, a avaliação feita por empregadores, a produção científica e as citações das pesquisas, além de aspectos relacionados ao corpo docente e à internacionalização. A combinação desses fatores ajuda a explicar por que uma mesma universidade pode aparecer em posições diferentes em cada levantamento.
Dez melhores universidades do ranking QS América Latina e Caribe 2027
| Classificação 2027 | Classificação 2026 | Instituição | País |
|---|---|---|---|
| 1º | 1º | Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC) | Chile |
| 2º | 2º | USP (Universidade de São Paulo) | Brasil |
| 3º | 3º | Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) | Brasil |
| 4º | 4º | Tecnológico de Monterrey | México |
| 5º | 5º | UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) | Brasil |
|
6º |
=6º | Unesp (Universidade Estadual Paulista) | Brasil |
| 7º | =6º | Universidade do Chile | Chile |
| 8º | 8º | Universidade dos Andes | Colômbia |
| 9º | 9º | Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) | México |
| 10º | 10º | Universidade de Buenos Aires (UBA) | Argentina |
*Em =, a universidade está empatada com outra instituição


