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Em sua terceira edição no país, NFL abraça a brasilidade – 27/09/2026 – Esporte

A estreia da NFL (National Football League) no Rio de Janeiro, na tarde deste domingo (27), no Maracanã, buscou dar seu toque brasileiro à tradicional competição americana.

Durante a execução do hino nacional, interpretado pelo popular cantor Péricles, foi estendida nas arquibancadas do estádio um grande mosaico com a frase-lema “O Rio também joga” —os dois primeiros jogos da liga no país foram em São Paulo— acompanhada de representações dos quarterbacks do Baltimore Ravens, Lamar Jackson, e do Dallas Cowboys, Dak Prescott, duas das principais estrelas presentes no gramado.

O clima de festividade foi reforçado por apresentações musicais no intervalo, com Ricky Martin e Pedro Sampaio, e pela reprodução de músicas populares nos auto-falantes como “Evidências” e sambas da escola Mangueira, durante as inúmeras pausas do jogo; por fogos de artifício nas cores verde e amarela; e pela participação ativa dos torcedores, que lotaram o estádio e foram à caráter, com os uniformes das equipes americanas e também com camisas de Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo. Celebridades, como Luciano Huck, também marcaram presença.

Motivo de polêmica durante a primeira edição da NFL no Brasil, na Neo Química Arena, em 2024, o gramado recebeu camadas de fibra sintética, em uma iniciativa conjunta do Maracanã e da liga. O perfil do estádio nas redes sociais publicou, na sexta-feira (25) um vídeo em que é possível ver a pintura característica da modalidade, com os nomes e logos das equipes desenhadas nas extremidades (end zones) e as linhas de jardas aparecendo marcadas.

Durante a execução do hino americano, pequena parcela da torcida ainda ensaiou uma vaia, que foi logo contida por aplausos da maioria dos presentes.

Na acirrada partida, vencida de maneira dramática pelo Baltimore Ravens no último lance do jogo por 34 a 31, com um field goal (chute certeiro entre as grandes traves nas extremidades do campo) convertido por Tyler Loop, que comemorou fazendo alusão a Cristiano Ronaldo, a torcida participou ativamente. Em cada jogada, os torcedores vibravam, em especial quando o Dallas subia ao ataque, diante da maior presença de aficionados da equipe.

“Não queríamos que fosse tão equilibrado, mas foi assim que acabou acontecendo. Estou feliz por termos conseguido a vitória. Mas os torcedores, o público, foram incríveis. Foi realmente algo extraordinário, e agradeço a todos que vieram. Espero que tenhamos mais jogos por aqui”, afirmou Derrick Henry, do Baltimore Ravens.

“Talvez eu tenha que adicionar o samba à minha playlist depois desta vitória no Brasil. Talvez eu esteja curtindo esse som na próxima semana”, acrescentou o jogador.

“Foi louco. Muito divertido. Estou muito orgulhoso desses caras. É uma coisa incrível vencer na NFL, e ter esse grupo de jogadores é algo muito especial”, afirmou Tyler Loop, herói da vitória do Baltimore na partida.

A exemplo do que ocorreu nas edições em São Paulo, a NFL recriou na capital fluminense a atmosfera de seus grandes espetáculos nos Estados Unidos. Os cantores Ricky Martin e Pedro Sampaio lançaram no show do intervalo a canção “Pikito Pikito”, fruto de uma parceria da dupla.

Quem esteve no Maracanã também pôde usufruir de regalias incomuns aos torcedores do futebol brasileiro, como o forte esquema de segurança, que foi o mesmo utilizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.

Já o transporte público funcionou em esquema especial, com o metrô funcionando das 7h às 23h (horário de Brasília), com reforço nos horários de maior movimentação. Já o trem funcionou até às 22h, com reforço no horário de término do jogo.

Além do jogo

Com várias iniciativas promovidas pela NFL, o clima de festa permeou a capital fluminense ao longo da semana que antecedeu a partida. O Cristo Redentor, por exemplo, ganhou uma projeção especial para promover a modalidade esportiva no Brasil. Dentre as imagens geradas, apareceu uma camisa verde e amarela, com os dizeres: “O Rio também joga”, mesma frase escrita na faixa exibida no início da partida.

Além disso, outras ativações foram promovidas na cidade, como um balão inflável em formato de capacete da NFL na Lagoa Rodrigo de Freitas, as camisas gigantes das equipes estendidas nas areias de Copacabana, e aviões sobrevoando a orla com faixas da NFL Rio Game.

A liga americana também promoveu no período a pré-estreia do documentário “Depois do Impacto”, que conta a história de reconstrução do time brasileiro Coritiba Crocodiles, após o trágico acidente de ônibus que vitimou os jogadores Daniel Santos, Lucas Barros e Lucas Padilha, em 2024, quando a equipe viajava para disputar uma partida no Rio de Janeiro.

A exibição ocorreu em Botafogo, na zona sul do Rio, e reuniu convidados, como os jogadores do Coritiba Crocodiles e seus familiares.

“Os jogos são o nosso principal produto, mas duram apenas um dia. Nós queríamos mostrar, por meio dessa história, que o futebol americano existe aqui o ano inteiro e não é apenas uma importação gringa. É algo que está vivo nas pessoas. Exige muita dedicação e funciona como uma comunidade”, afirmou o diretor de conteúdo da NFL na Espanha e na América Latina, Gerardo Chapa.

O contrato da NFL para realizar jogos no Rio de Janeiro tem a duração de cinco anos e deve ter ao menos três partidas neste período.

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