InícioSaúdeIntestino irritável: Dr. Kalil e especialistas detalham sinais de alerta

Intestino irritável: Dr. Kalil e especialistas detalham sinais de alerta

A síndrome do intestino irritável foi o tema do CNN Sinais Vitais deste sábado (10). O Dr. Roberto Kalil recebeu Flavio Steinwurz, mestre do Colégio Americano de Gastroenterologia, e Arthur Danila, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Eles explicaram que o diagnóstico da síndrome do intestino irritável é realizado, principalmente, por exclusão de outras doenças digestivas.

Steinwurz destacou que a presença de sangue nas fezes é um dos principais fatores de alerta.

“Se o indivíduo tem sangue, o problema já não é funcional, porque existe uma lesão evidente que está se manifestando com sangramento”, afirmou.

Outro sinal importante é a perda de peso acentuada. Segundo ele, problemas funcionais não afetam a capacidade absortiva do intestino, apenas a motilidade. “Se o indivíduo não consegue absorver os alimentos, é porque também deve haver uma lesão”, explicou.

Steinwurz também chamou atenção para o horário em que os sintomas se manifestam. Na síndrome do intestino irritável, os desconfortos ocorrem durante o dia, especialmente após as refeições, e tendem a desaparecer durante o sono.

“A síndrome do intestino irritável é uma hipersensibilidade aos estímulos emocionais e alimentares. À noite, a pessoa está descansando, dormindo, então o emocional está desligado e ninguém está se alimentando de madrugada”, disse.

Por isso, segundo ele, indivíduos com a síndrome não apresentam sintomas noturnos. Caso contrário, pode indicar outro problema de saúde.

Como é feito o diagnóstico

Para confirmar a síndrome do intestino irritável, é necessário realizar uma série de exames. Steinwurz detalhou que o paciente deve fazer exames de sangue para afastar condições que podem simular a síndrome, como intolerância à lactose, doença celíaca e alergias alimentares.

Exames de fezes também são indicados para verificar a presença de inflamação ou sangramento microscópico.

“Dependendo desse exame, ele tem que ir para exames mais invasivos, como uma colonoscopia ou exames endoscópicos e, eventualmente, exames radiológicos para confirmar se há ou não qualquer tipo de lesão”, concluiu.

Impacto na qualidade de vida

A condição pode comprometer significativamente a rotina dos pacientes. Steinwurz explicou que muitos apresentam um reflexo gastrocólico intensificado, que provoca movimentação intestinal logo após as refeições.

“Eles às vezes têm que levantar no meio do almoço para ir evacuar”, relatou.

Esse reflexo, que ocorre quando o alimento chega ao estômago e estimula o intestino, é exacerbado em pessoas com a síndrome, gerando constrangimentos e limitações sociais.

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